
Vladimir Kush - surrealismo
Vôo
Cheiro de hortelã estragado
Aquela fumaça branca, branda
Brada quedas, que fera?
Vem beijando a pele devagar
Lambe ouvidos, some com vícios
Olhos em fundo de copos
Anestesio tudo que toco
Chãos caem na gargalhada
Mas eu nem terminei a piada
Minha pele flutua devagar
Mas acabo não sabendo
se estou ou apenas vivendo
[no sonhar.
Um comentário:
Nossa, adorei esse quadro! Me faz lembrar de outra poesia...
E essa tua, tão linda, tem cheiro, tato... consigo ver, sentir... até arrepio me deu.
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