domingo, maio 17, 2009
sábado, março 14, 2009
terça-feira, março 10, 2009
A outra rosa presa
Vídeo dança protagonizado pela bailarina Déborah Radassi da CIA de Luzia Amélia, Teresina -PI
quinta-feira, março 05, 2009

Vôo
Cheiro de hortelã estragado
Aquela fumaça branca, branda
Brada quedas, que fera?
Vem beijando a pele devagar
Lambe ouvidos, some com vícios
Olhos em fundo de copos
Anestesio tudo que toco
Chãos caem na gargalhada
Mas eu nem terminei a piada
Minha pele flutua devagar
Mas acabo não sabendo
se estou ou apenas vivendo
[no sonhar.
terça-feira, março 03, 2009
A I Semana das Artes Cênicas
sábado, fevereiro 28, 2009
Theatro 4 de Setembro reabre após reforma

Ainda me lembro a última vez em que me abanquei naquelas poltronas já carcomidas, de estofado semi-arrancado e apoios soltos. Após alguns anos de eventos e descuidos o Theatro 4 de Setembro passa por uma reforma e agora reabre com implementações significantes para o bem da cultura piauiense, bem como também para o conforto como incentivo a visitantes e espectadores.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
A bananada cultural

Cineas Santos avisa também que já se desligou da Fundação Quichote e não participará da organização do Salão do Livro do Piauí, o Salipi. “Eu já me desliguei. Não posso cuidar de uma fundação que tem negócios com outra fundação que eu presido”, afirma.
Aí vem a arte de março
Siso, para quê juizo?


sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Após dois dias de protesto, o tablóide New York Post se desculpou na quinta-feira, 19, por ter publicado uma charge que foi interpretada como uma comparação entre o presidente Barack Obama com um chimpanzé morto pela polícia.
I Festival de Jazz e Blues lançado

O lançamento do I Festival de Jazz e Blues de Barra Grande para imprensa e convidados acontece nesta terça-feira (10), ás 20h no Planeta Diário.
No lançamento será apresentada a programação do evento que inclui nomes do jazz internacional e nacional como James Wheeller, ex – integrante da Banda de B.B King, uma das maiores lendas da música norte americana do século XX. Outra atração é o paulistano Rodrigo Eisinger, que hoje é considerado um dos maiores gaitistas do país.
O evento que tem o apoio do Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Cajueiro da Praia acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro.
O evento conta com uma grande estrutura. Durante o dia, haverá uma tenda na praça principal da cidade, com opções de passeios turísticos e feirinha de artesanato.
Na programação, a presença de bandas locais como Teófilo, Banda Improviso, Caro Watson Band, Carlos Malta e Danilinho.
terça-feira, dezembro 09, 2008

A lenda de Da Cruz
Da Cruz era um típico menino das emprenhas da capital Piauiense, catador de caju, não de gente. Vivia em uma casa de taipa, uma construção meio paia, obra de envergadura do Estado, mas não serve nem pra barraco. Seu Augusto, seu avó, sofrido homem, veio de Pernambuco pras terras de cá fugindo da violência que o açoitara dês de seu nascimento, sua família morta em um confrontamento - de terras, lhe restando apenas seu neto e seis castanhas de caju pra plantar.
A cobiça subjuga a amizade, um aperto de mão conquistado na viajem se transforma em tiroteios e inimizade. Seu Augusto plantou o caju e colheu mau agouro em um fruto do mais gostoso que um pé dessa estirpe poderia produzir, ganhou fama, pôs caju no mapa.“Esse pé de caju ainda vai ser meu!” exclama João dos Urubus, antigo amigo de Seu Augusto. “Vem pegar, traíra!” retruca Seu Augusto - assim começou o conflito do caju.
No final as marcas de tiro sobre o barro, ainda ecoando no falo das corujas de noite. E no barraco um dos fados que Seu Augusto deixou, depois de duas facadas na barriga, para Augusto mais do que feridas, pois ali deitado, do lado, Da Cruz, Seu Augusto diz adeus e abençoou.
Mais que revolto, Da Cruz era um típico menino das emprenhas do Poty Velho, e foi buscar o coro de morte de João dos Urubus na outra extremidade da cidade. Da Cruz armou uma, e catou a cabeça de João na rua, na calada silenciosa da lua.
E aí ficou assim, Da Cruz se transformou - desordeiro e badernei - conhecida lenda do confronto do caju no Piauí inteiro. Diziam, escondidas as bocas provincianas da capital que Da Cruz tinha feito um pacto matinal com o cajueiro, que para muitos era mágico, assim como esquisito, até demoníaco. Mas o trágico, após isso o cajueiro murchou e nunca mais se teve notícia do que ficou. Se visto, Da Cruz costuma portar em sua boca uma espécie de cachimbo, andando e correndo com uma velocidade anormal e rastejava escalava em postes como galhos de caju até diz o jornal “Só falta entrar na terra e florescer”.
Mas de tanto, avisam Da Cruz, “esse cachimbo ainda vai te matar, rapaz”.
Eis que revoltados os filhos de João dos Urubus tentam subjugá-lo, mas Da Cruz, muito rápido dança como a fumaça e na caça Da Cruz é surpreendido na raça, e com mais um jogo de arma, uma bala disparou, acertou o próprio irmão e em um discurso metafísico distraído, Paulo, irmão mais velho, puxou Da Cruz inquieto e ambos caíram em fios elétricos. Era o fim para os dois.
Mas um gemido no abismo onde caíram ecoou depois dos raios e piscos da corrente. Era Da Cruz que por causa do cachimbo evitou morder a própria língua e quebrar os dentes. Atormentado escolheu os becos da cidade e pulando de poste em poste, de praça em praça se esqueceu e desapareceu mas ainda ouvindo sussurros - “Esse cachimbo ainda vai te matar um dia”
terça-feira, outubro 28, 2008

O conto de Madalena
Madalena, tão jovem, tão precoce. Vivia ainda sua adolescência de revistas de fofoca e astrologia. Acreditava em tudo isso, era uma moça comum em sua capital, mantinha seus princípios com a ajuda de “frases do dia”. Mas que boa vida? As aventuras de suas bonecas com seus batons coloridos, sempre insinuaram algo além do divertido, do glamour brega de sua idade. Mas Madalena, tão jovem, tão precoce. Vivia um mundo de transformações absurdas e incontroláveis, um dinamismo de informações, ditaduras de comportamento, e moralidades. É difícil Madalena, eu sei. Pois então conto, caro leitor, essa curiosa história.
Madalena, tão jovem, tão precoce. Um dia como outro, de não sorte, mas felizmente não rodeando a morte, pois a se debruçar em um computador, mais parecendo uma condor rodeando a sobremesa. Era voraz, janelas abrindo, o gosto de mais, incapacitava o raciocínio verdadeiro, e os sentimentos jaz.
Uma janela levava a outra, e clicks insinuavam outras, palavras descobriam outras e como se fossem rasgadas, baldeadas, banalizadas. Um susto!
“Meu deus, o que é isso?” aterrorizada. Ela sabe o que poderia ser, mas nunca esperou um confronto direto, assim na cara, como um tapa que a faz acordar. Ela sim, já leu em suas revistas pós-modernas, algo que nada lhe completa, dizendo sobre as tentações carnais, e assim de click em click: imagens reveladas.
Há! Quão nojento, quão humano, mas tão jovem, tão precoce, Madalena se sente estranha na juventude de seus 12 anos. Mas que movimentos? Mas que violência? O caro leitor, por ventura, vai ficar mais embriagado de pós-modernidade e imoralidade, após contar, que Madalena não tinha nem ainda conhecimento de seu fluxo rubro, que lhe transformaria em uma moça, vamos dizer, biologicamente.
Mas Madalena, tão jovem, tão precoce. Aprendeu as questões do toque, que de noite em noite vinha à imagem na cabeça. “Mas para que serve isso?” diz Madalena, nas noites quentes na rede.
Primeiramente a rede áspera dançava fiapos salientes, se enroscava. Depois o travesseiro macio, brigava com as pernas torneadas e a ligação com os quadris era um prazer “contor-sente”. Até que as mãos invadiram o próprio corpo, somente ela bastava. Mãos pequenas a brincar com lua rosa e molhada. A sensação sobe as alturas, e a adormece.
No dia seguinte, o escorregadio, e os pingados do líquido enigmático acompanhados do volume de Madalena na rede, chamavam atenção dos familiares, e sua mãe. “Pensava que somente homens ejaculavam em sua puberdade” pensou a mãe aflita e boquiaberta. “Minha filha, você está bem?” diz a mãe em um sussurro de medo. E ainda boquiaberta, mas não esperta, não percebeu um suave movimento, e em seguida um gemido horrendo e forte, mas não era de morte. Um jato grosso esguichado jorrou para todo lado, e na face da mãe pegou
Oh! Madalena, tão jovem, tão precoce.
P L Magalhães
sábado, outubro 25, 2008
Frigidez
terça-feira, outubro 21, 2008
Histórias
Ele amadurece as incertezas da certeza de viver, e que incertezas adoráveis, pois sabes muito bem que elas fazem parte de seu ser.
E que soluções-canetas que pintam com de violeta, com sangue, o destino imensurável. E assim, a vida rasgada em outras vidas, o pulo para a morte de outras mortes, resultando na queda-renascença das mais feridas.
Renascido todo e sempre, me calo camaleão, reviro-me em fênix ornamentais, imaculadas sentinelas, sempre à cores abertas, não me defino, às vezes retrocedo, fantasio, esboço evoluções e desenvoluções. Para rasgar a vida, pular para morte e dançar renascido.
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Da queda
A amada manda deitar,
para não me preocupar
tomei calmantes.
Mas que inebriante
a vida vista de baixo,
Ela caiu, e eu esperava
uma solução fácil.
Era como cuidar de mim mesmo
mas era outra.
Mandei amada deitar,
mas não precisava de tanto,
ou me precisava?
Procurei calmantes.
Ela caiu, falou
e eu soluçava.
Procurei calmantes
para me achar,
Mas não achava ela,
nunca mais vou achar.
P L Magalhães
segunda-feira, julho 14, 2008
Opa!

Viajei a capital cearense (já faz um tempo). Fortaleza ainda continua interessante, mas mais distante para mim, se mostra resistente as interferências populares, como se eu pudesse somente observá-la, nada mais. "Que beleza", mas exitei várias vezes para que eu pudesse ser dela e ela de mim, mas interferências que se diziam maiores que eu, me impedia. Que infortuno. Mas restou a lembrança do "encantar" - a praia, a cidade, a arte. Mas é bom ficar lá mesmo, intocada e sem comparações imprecisas.
Não deixa morrer
É assim: você se sente A pessoa que se mata de trabalhar, tem que pagar as contas que afinal aumentaram porque você ganha mais e sente inconcientemente vontade de gastar mais -incrivel! Mas vamos ao ponto, na realidade você tem que mostrar para todos que você gosta de trabalhar, mas para todos valorizarem isso você tem que insinuar um martírio, uma espécie de "que quanto mais se sofre, mais se ganha respeito"! Isso é uma espécie de fingimento que qualquer um tem o direito de ter, não deixa de ser despresível ao meu ver, coisa de coitadinho, mas ainda assim, um direito. Mas e quando esse direito se transforma em motivos de se sentir superior aqueles que não trabalham ou aqueles que não se sente martirizados?
Bom, eu não me sinto martirizado, e sofro com esse complexo de superioridade que essas pessoas inventam! Mas que santa Bruxaria....
porque a cabeça humana é tão miserável!?
quinta-feira, abril 10, 2008
Lavada a boca com pasta e cotonete: sonhos domésticos

Sobre o que sonhar?
O que há de interessante nas unidades de utilidades domesticas, amuletos hipnotizantes da indústria pós-moderna? O que há de artístico, estético, sentimental em objetos de utilidade do bem-estar familiar? Sob neblinas se instalam essas pertinentes respostas. Porque assim, talvez, seja reflexo da capacidade do ser humano de ser relativo às perguntas que lhe convém indagar e também porque as coisas próprias sejam relativas fazendo um contraponto, numa paradoxal mistura com o sentido humano. É complicado dar nome às vacas sem saber ao certo se são vacas ou não, e se você é leigo a essa espécie, como apontar, como nomear?
Bem, metáforas à parte, o importante é que para muitos existe uma sensibilidade nos objetos domésticos. Mas como sentir tal sensibilidade em algo de utilidade repetitiva, com objetos “sem” cor, objetos sem apelo visual. Pois então que entra a grande roda da pós-modernidade, a interessante interferência da filosofia na arte, não que antes não existisse, porque antigamente, quando as cores tinham mais natureza do que química, a filosofia estava restrita a interferências dentro da arte. Diferente, mas não totalmente, da atual arte que exige e é exigida uma maior interferência da filosofia. A filosofia faz um paralelo com o social, a própria filosofia, a liberdade das coisas, o englobamento da arte com as coisas e assim criamos uma filosofia-arte. Agora a arte está desvinculada dela mesma, ou talvez seja somente um novo modo de ver a arte, mas o que é a arte senão algo que toca e sensibiliza o homem? As obras se estendem além dos quadros, inventam as instalações e o mundo arte-filosofia, filosofia-arte se transforma e continua crescendo.
O projeto. O material reflete nos sonhos.
Talvez um beijo na boca de fogão não seja a coisa mais limpa que você vá encontrar. Além dos desengordurantes podemos provocar criativamente o encontro de dois agentes que nunca se encontram, e não teria porque se encontrar. A boca de fogão recebe as investidas de limpeza de um objeto, para o primeiro, além, isto é, aquela espécie de cotonete ao lado do vaso sanitário, geralmente sujo, mas paradoxalmente de utilitário, o limpador de vasos. Ele limparia a boca do fogão? Talvez no meio cotidiano não, mas quem sabe no querer artístico e filosófico? Outrora, sem graça e repetitivos, elementos se tornam cômico, irônico e ao mesmo tempo de cunho sério. Paradoxal, não acha?
Aos interessantes objetos, porém se vêem à necessidade de um detalhe, uma espécie de cola que iria mantê-los definitivamente coerentes na coexistência dos dois. A boca se encontra em uma metáfora, onde sua nomenclatura dançava com sua chará. À boca humana que constantemente se sujeita um pastoso ácido, para se limpar, “seria um desengordurante?” diz a boca de fogão, mas simplesmente é o que precisamos para fazer essa ligação artística. Fazemos então um paralelo de limpeza, onde há a troca de elementos e os objetos se interferem. A boca de fogão é limpa com o limpador de vasos, com a ajuda da pasta de dente. Formando analogias e encontros cotidianamente desnecessários, mas que artisticamente e filosoficamente fazem sentido.
quinta-feira, março 20, 2008
Pensamentos
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Sinto-me tão fora de mim, tão sem arte, tão sem partes. As exigências alheias fazem contorno às ilusões materiais, mas quem eles querem que eu seja? Será que me conhecem? Aposto que não, o que eles, elas querem? Elas querem que me cuide cuidando delas, dando orgulho pelo que não quero ser, ao que a ilusão de algo que enriqueça de trabalho, mas o que elas não vêem, oh que infortuno o meu, elas não vêem que não me enriqueço por dentro. É tudo discriminação, hipocrisia, exigir que alguém seja em dias, mas que em madrugadas o coração canta alto, e revela a natureza, e não materialidades, o que pode ser para o futuro em termos materiais não é o futuro para mim, minha pessoa, eu.
Tortura! Ver o que a pessoa não é e esperar que ela goste de vê-lo assim.
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Reciprocidade
Beija-me - afago predestinado -
“cresce e lembra-te desse afago”
Criança mordida.
Triste destino.
Come - excreto predestinado –
teu prazer me trará respeito
Vida pedida.
Retribuições esperadas.
Há um circulo grande dentro
Mas o seguimento, separados
Querendo transbordar de reciprocidade
Mas não falo porque você quer
Falo porque você falou, caricias...
Não cheiro velas queimadas
Sou o que respiro e desejo
Respirar fora desse circulo
Onde tudo prende
Mas me solto.
Torto e certo.
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A reciprocidade me corta em mil vidros, e esses vidros cortam. Podem machucar e apenas digo “mecanismos de defesa”.
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Ah!!
...
...
Palavras rolam sobre meu computador, sobre paginas, janelas. Ah invenção moderna, saberei de tudo o que eu puder, poderia me enganar se quisesse, posso desvendar segredos alheios, meu segredos, todos vão saber, você vai saber, pois agora, com a internet viramos deuses, mas deuses bananas, passivos e ativos, mas engraçadamente onipresentes, oniscientes, apenas precisando de um clique, podemos saber... Mas e sentir? Somos atacados e atacamos informações, somos detentores de poderes – conhecimento é poder – mas e o sentir? Quanto mais ganhamos qualidades informativas, perdemos sensibilidades. Sempre foi assim em toda a história, porque a razão é inimiga da emoção e vice versa, mas será que é sempre assim?
Bem, mas não é isso que quero dizer. Vi palavras já tão lindas nesse cenário brilhante, brilhante porque o monitor assim me dá a impressão, e agora, cada dia que passa vejo coisas surpreendentes, lindas. E me alegra principalmente a esperança do sentir, a esperança do falar e se permitir, perceber que podemos tanto, que pode haver ilusões, mas você se permite é lindo, é o viver. Talvez de uma hora pra outra você ache que a ideologia está ultrapassada, talvez você tenha a impressão em não ter sentido nada, mas o que é o sentir se não ser algo do presente? Conclusões são boas, mas é algo do futuro e cá entre nós, só existem conclusões no futuro se houver o sentir no presente.
Então se permita, vida, sinta, ame!
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Chamado
Amado o mundo
Fez-se
Ao mar do mundo
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Leo Magalhães





