sábado, abril 14, 2007

Happy Tree Friends - Música tema

ante que enjoem de Happy Tree Friends... (crente que tem gente que vem ver isso aqui)

A música tema!... n achei com animações pq os diteiros autorais n deixam... então tem um povo maluto que fica fazendo doidices e colocam a música...

o que vale mesmo é a música!

abraço

happy tree friends

Um bom episódio do happy tree friends...

porém, temos que aturar a música do fall out boy!!

eu recomendaria tirar o som e só assistir... mas aí tb ficaria sem graça

abraços à todos que comentam e passam por aqui, é pra vcs que faço o blog...

domingo, abril 08, 2007

Akira

O pouco que achei no youtube, mas, mesmo assim, dá para perceber o quanto é interessante esse filme do escritos japonês Katsuhiro Otomo.

Violentíssimo!
O melhor animé que eu já assistí, junto com Evangelion.

Leo, Dom Pedro irá gostar desse poste, ele gosta bem de quadrinhos, mas claro quadrinhos de qualidade!

Outra pergunta que me faço é... Quer dizer, eu procurei um bucado para encontrar videos como esses, nesse youtube o povo vive fazendo um tal de AMV!!! que é a sigal de Anime Music Video (eu acho) mas por fim, significa que você irá, junto com video (que você mais quer ver) irá encontrar junto com músicas que o dono do poste quis (por motivos troxos) botar! Tudo bem, eu diria "que bom", se fosse algo que transmite o que o anime quer mostrar, mas... colocar pra ouvir Link Park, Sytem Of A Down, Korn, CPM 22 é o cúmulo!! Até Radiohead encontrei e não gostei (olha que eu sou fã mesmo de Radiohead)!!!

Por fim, essas modinhas têm que ser suportadas, mas prefiro muito mais assistir um trecho mínimo dublado em japonês sem legenda do que assistir a esses AMV's... sinceramente, as vezes eu fico pensando se o recente youtube irá trazer tanta inutilidade como a televisão traz... é claro que todo meio de comunicação está sujeito a isso, mas há também muita coisa boa, ainda, no youtube!


abraço

(de cisco no olho)

O Akira dos fãs!

Quem já assistiu o animé Akira vai entender e rir, ou odiar, esse video!!

Eu ri demais...

(de Cisco no Olho)


Postagem de Pedro Leonardo em 04:00 pm

sábado, abril 07, 2007

Continuação (parte III)

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Terceiro ato



- Ele caiu no abismo Hjktwq! E agora? – disse a baleia para o bagre.

- Não ele não caiu, ele só está seguindo o curso dele. Deixe-o ir, ele não serve mais. Explica o bagre.

Quando o Hipopótamo pára de cair ele sente arrepios. Ele não se machuca, na verdade ele se quer bateu em alguma coisa. Ele simplesmente parou de cair, mas ele não está mais onde andava antes. Ele nunca tinha andando por ali.

Logo depois da plantação de vaga-lumes, ele se vê em uma cordilheira de sons. Os sons se modificam com a intensidade das emoções. Agora ele ouve pássaros de uma cadeia de bicos largos que incrivelmente fazem um som grave e suave. Andando posterior a plantação ele avista um outro ser, que ele alegremente percebe que é um hipopótamo como ele. Uma hipopótoma. Os sons começaram a ter um ritmo mais acelerado e eufórico.


- Hei! Olha. Oi. – Corre o Hipopótamo gritando na tentativa de chamar atenção da hipopótoma que repousava no lago. E continuou: - Olá, nunca tinha visto você por aqui, tudo bem? É um prazer eu sou também um hipopótamo.

- Oi – responde desanimadamente a hipopótoma que recusa com os olhos e atitude as mãos esticadas de comprimento do eufórico Hipopótamo.

- Por que estas triste? Seria melhor você sair desse lago. Esse lago te prende. Veja, eu posso pular e voar mesmo com esse peso todo de meu corpo. Venha! Venha dançar.

- Eu não posso. – Fala pra si a hipopótoma.

- O que você falou? Não escutei – Provoca o Hipopótamo.

- Eu não posso!

- Porque não podes?

- Porque eu sou diferente. Eu sou diferente de todos, não vê?

- Mas você está no mundo dos sonhos? Você pode fazer qualquer coisa.

- Não se esse mundo é onde você nasceu. Perceba. Você, com certeza, nasceu no mundo real, e agora, aqui no mundo dos sonhos, você tem liberdade de fazer o que quiser porque as suas regras não são daqui, são de lá. Então as coisas que te aprisionam lá não podem te aprisionar aqui, foi assim que o Sonho quis. Não podemos mudar isso. Agora, eu sou desse mundo. Eu sou do mundo do sonhar e há regras que me aprisionam, talvez diferentes das suas, mas de qualquer modo me aprisionam. Eu mudo cor constantemente e às vezes não acho isso interessante. Eu quero ser normal e livre. É por isso que eu sonho e às vezes quando acordo eu volto pro meu mundo.

- Mas como assim, você sonha no mundo do sonhar? E você vai para onde?

- Ora para onde, vejo que você é bem novato por aqui. Quando eu durmo, quando eu me caio em meio às profundezas do vácuo do meu lago, eu sonho meu sonho no mundo real. E por incrível que pareça eu tenho total liberdade por lá, porque, enfim, como tinha explicado antes, eu sou desse mundo e as regras que me prendem aqui não podem me prender lá.

E os dois continuaram a conversas por dias, cada um contando suas historias, dando pausas somente para a hipopótoma dormir. E mesmo nessas pequenas pausas o Hipopótamo não conseguia se distanciar do lago, sentia saudades pelas horas que ela passava dormindo.

Os dias foram passando e os dois sentiam algo que não podiam explicar, mesmo não fazendo muitas coisas, eles se completavam. Quando acontecia algum fenômeno no mundo do sonhar que nenhum dos dois tinham vistos, diga-se de passagem todos os dias aconteciam isso, eles postavam-se a indagar-se e tentar explicar aquele fenômeno. E quando um não entendia, o outro entendia e vice-versa.

Mas a hipopótoma, mesmo com a nova companhia, não conseguia se animar e se quer fingir o desanimo. Alias a falta de liberdade perante um hipopótamo dançante é no mínimo sufocante. Ela queria acompanhá-lo em seus tangos e sambas, mas não podia fazer nada. E o Hipopótamo percebia isso, ele dizia “pode dizer para mim o que sentes, eu sou seu amigo. Não exites em mostrar seus sentimentos para mim. Eu sou a cima de tudo seu amigo”. Mas nada adiantava, por mais que ela explicasse, ela ainda estaria naquelas condições.



continuará no quarto ato...

quarta-feira, abril 04, 2007

Cream - Sunshine of your Love

Cream:Eric Clapton, Ginger Baker, and Jack Bruce

Música: "Sunshine of Your Love"

Por incrível que pareça, Eric Clapton é o de bigode! Moço ainda o rapaz.

Isso sim que uma banda de Blues/Rock! Cream!

(de Leo, dom Pedro)

terça-feira, abril 03, 2007

Continuação (parte II)

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Segundo ato



Um dia atrás do outro, o Hipopótamo se sentia mais e mais solitário entre as beiras e os fundos do seu lago. Pois então que uma bela noite ele, pois se a sonhar, mais do que de costume. Ele sonhava em caminhos que pareciam enigmas, e esses enigmas o aprisionavam psicologicamente como uma droga, como um carrossel de luas mágicas com estrelas escuras e céus prateados. E quando ele se deu por conta passava noites e dias, dias e noites sonhando. No fundo do lago.

...

Abriu-se então uma sala para ele, e ele entrou. “Ponha seu casaco no cabide” disse o bagre elegante. “Sente-se conosco, está na hora do discurso do presidente” disse a baleia entusiasmada. Logo ele sentou e assistiu o mesmo pica-boi que ele tinha expulsado de sua querida boca. Ele não entendera mais nada, e ainda menos quando a multidão começou a vaiar o então presidente pica-boi.

- Onde estou? – Mas já era tarde para pensar porque ele estava longe de tudo, longe mesmo dele próprio.

Ele se sentiu leve e sentiu vontade de dançar e pular. E isso tudo ele conseguia. Ele não era mais aquele ser estático, pesado, preso a si mesmo. Ele, além de ainda ter corpo de hipopótamo, conseguia explorar as dimensões de espaços contidas no ar. E se sentia enfim feliz, mas ainda faltava alguma coisa.

Alguns dias depois naquelas terras sem gravidade, naquele mundo psicodélico, ele percebeu que estava no mundo do sonho. Então ele podia voltar quando ele quisesse para o mundo real, mas não tinha o porquê, ele já era muito feliz lá brincando com as bolas risonhas e planícies amarelas, viam rochas que mais pareciam cavalos deitados, chamas rosas que queimavam os olhos de só olhar, e o tempo que se derretia e se recortava como se fossem desvendar o mistério da galáxia.

O mundo do sonho era o meio, mesmo não sendo arredondada não existia nem o fim, nem o inicio. Você poderia está em qualquer lugar se quisesse, porém não poderia está em todos ao mesmo tempo. Mas tudo era tão fácil que às vezes parecia que ia enjoar como tudo que é doce, mas logo viria um vendaval salgado arrebatando as almas de todos que estavam ali e tudo virava novidade. Permitiam-se com seus corpos e desciam a montanha como se estivesse subindo a mesma. E subiam a montanha como se estivessem descendo de novo. Respiravam em uma inspiração atordoante ao mesmo tempo relaxante e delirante, expiravam perfumes violetas sem cheiro que logo ao encontro da camada de nuvens-carvão mais perto se transformavam em borboletas e bela-morte-pássaros.

Mas mesmo com companhias psicodélicas. O Hipopótamo ainda sentia alguma coisa faltando. Ele se sentia enfim feliz, mas ainda faltava alguma coisa.


ainda continua...

quarta-feira, março 28, 2007

Já está entardecendo. (Um conto para relaxar)



Now...

Grande Nariz: - Já lhe disse, "tenho uma história a contar, agora", mais necessariamente um conto antigo. É a história de um hipopótamo que...

Nariz de Toupeira: - Não, não... descordo completamente!

Grande Nariz: - Cale a matraca, deixe-me contar meu conto, já não ouvimos os seus lamentos?

Nariz de Toupeira: - Não são lamentos anomalia nasal, são pensamentos filosóficos.

Cisco no Olho: - Grande Viadagem!

Nariz de Toupeira: - Lave sua boca, eterno incômodo.

Cisco no Olho: - Quer lavar para mim? Esqueci meu lenço de assuar nariz em casa!

Nariz de Toupeira: - Palhaço! Vem cá que te darei uma surra.

Leo, Dom Pedro: - Paix mes amis. Paix! Mais uma vez essa mesma discussão? Não se cansam?

Abóbada Palatina: - Chega! Deixe que conte o conto. Quero dormir.

Nariz de Toupeira: - Certo.

Grade Nariz: - Como tinha falando antes... Falo sobre um hipopótamo que...

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O Conto do Hipopótamo

Primeiro ato


Em um tempo remoto onde os deuses ainda se escondiam pelas poeiras e neblinas, havia lagos isolados no centro do continente da pele negra. Exatamente no centro existiam nessa época, colônias de hipopótamos que desenvolveram entradas subaquáticas de lago para lago, de rio para rio. Em um dos tantos lagos com tantas tribos de hipopótamos, existiu um cujo sua superfície, que dividindo límpida o quente, da estrela maior, e o frio, do lençol aquático, repousava grandiosamente um único hipopótamo detentor de uma mágoa “hipopotômica”.

Tristonho Hipopótamo nesse mundo só tinha um amigo, e por sua vez um amigo aproveitador. Não gostava de adentrar as preocupações eternas das conversas dos seus semelhantes, o hipopótamo se isolava como semelhantemente, cada vez mais, o coração do seu lago diante da “constelação” de lagos que existia.

O pica-boi, seu amigo, descia rasante para mais um dia de comilanças à custa do Hipopótamo.
Ele descia, mas quando se aproximava, interessantemente, cai docemente na boca do Hipopótamo, que por sua vez abri-lo-ão de tal forma formidável.
E esse pica-boi, pássaro comilão, incrivelmente e embasbacadamente surte surpresas fabulosas quando o encontramos possuidor de uma estatura diferente do que achamos hoje. Ele era enorme. Talvez arriscasse a dizer que ele era maior que o próprio Hipopótamo. Suas pernas sendo longíssimas e suas asas peludas contendo somente, vergonhosamente, a cabeça pequena com um extremamente longo bico cujo utilizado para a manobra alimentar.

Durante a aproximação do pica-boi, poderemos pensar e não conseguiremos achar como o Hipopótamo agüentaria o peso do bichão. Ora essa. Mas e se eu vos disser que o mais impressionante não é o fato do Hipopótamo agüentar o peso, mas sim, o fato de ele abrir sua boca exageradamente e incansavelmente a ponto de distorce-se como um grande músculo elástico sem igual. Acreditariam? Pois bem, é melhor que acreditem, porque isso é mais que normal para um hipopótamo dessa época.

- Então o velho pica-boi vem a mim para mais um dia de banquete. Aproveite seu aproveitador. - Diz o Hipopótamo em sua eterna mágoa.

Explica assim o pica-boi: - Ora deixe de conversa, sabes que você precisa disso tanto quanto eu. Somo um só nesse momento, se não fosse por mim apodreceria então suas presas e não terias como se alimentar.

- Mas poderia você pelo menos me contar suas histórias, dizer como é voar. Poderíamos ser mais amigos, sabia?

- Amigos? Não, você deve está confundindo. Não somos amigos, não venho aqui para conversas e sim para comer.

- Mas me diga pelo menos algumas gentilezas. - Fala em um tom carente o Hipopótamo.

- Gentilezas? Era você quem deveria agradecer, você fica só aqui parado meu caro. Os rinocerontes, os búfalos, as girafas e os outros não reclamam de jeito nenhum, seu gordão.

- Pois não quero sua ajuda, parasita. - Põe fim à conversa o Hipopótamo fechando a bocarra tendo ao pica-boi a única alternativa de se esquivar e voar para longe xingando o também enfurecido Hipopótamo. “Não volto nunca mais” disse o pica-boi. "Não preciso de você seu bicudo", resmungou para a si o Hipopótamo.
... continua

Pulp Fiction (dancing part)

Clássico, clássico, clássico!

Pulp Fiction (legendado)

Esse é o início do sensacional filme Pulp Fiction, do Roteirista e diretor Quentin Tarantino!

Assistam até o fim. Vale a pena.

sábado, março 24, 2007

Qual é o real tamanho das coisas?


obs: Quadro de Amilcar de Castro, artísta mineiro (1920 - 2002)



- Qual é o real tamanho das coisas?





























































































































































































































Não sei.







Autoria: Nariz de Toupeira

quinta-feira, março 22, 2007

terça-feira, março 06, 2007

Déjà Vu

obs: foto tirado da pagina http://www.nettels.de/Ausstellungen/Ausstellung_Kloes/Ausstellung_Kloes_Bilder_06.htm
Quadro: Deja vu "Radierung"


“Aaaaaa!! Déjà vu!”
Calma. Teve um déjà vu? Engraçado não é? ...
Sabe no que eu gosto de acreditar o que seja estes tais de déjà vu? Pois é, eu acho que estou ficando louco com meus excessos de razão repentina. Eu acho que até minha razão tenta controlar e mecanizar todos e tudo que conhece. Aquela velha historia de querer dá explicação para tudo. Mas como ia dizendo, déjà vu é uma sensação engraçada, mas eu gosto de acreditar que são passagens importantes que revelam, se você prestar bastante atenção nelas, algumas coisas que explicariam tudo que você vive. Detalhes que se você no momento, déjà vu, se centrar e se indagar, você pode descobrir muito sobre seu inconsciente. E olha que um passo em direção a compreensão do inconsciente é um passo para desenvolver habilidades além das limitações físicas e psíquicas que o homem se enquadra. Interessante, não é? É uma coisa de louco mesmo déjà vu, seria o surrealismo de Deus fora do mundo dos sonhos? Bom, aproveitando essa ultima pergunta entramos no espaço espiritual da coisa filosófica que tento propor. Metafísica! Pois o déjà vu nada mais é que você ou “alguém”, como veremos posteriormente, revelando para você mesmo aquilo que você ou “alguém” já tinha insinuado para você mesmo. Entenda, deixe me explicar essa ultima parte. O sonho lhe vem uma data época da sua vida. Você não a percebe e muito menos a encaixa nos parâmetros em que vive. O momento déjà vu é uma revelação desse sonho que você só poderá associar quando realmente presenciado em uma passagem psicodélica da vida. Perceba. O sonho revelou algo antes mesmo de acontece, cujo você só terá certeza quando realmente vivenciar a situação-momento. Metafísica! Repito e me lembro. Não se esqueça disso. A parte espiritual da coisa filosófica está quando quero dizer que existe “alguém” ou o individuo (porque nossa mente não é autônoma nem de nós mesmo) que usufrui dos sonhos e tenta avisar nós de algum fato contido no déjà vu, fato esse que desvendaria algo de conhecimento oculto.
Há o contraponto onde eu mesmo desvendei e quero, nisso, propor mais reflexão. O contraponto destruiria toda a reflexão anterior porque ela insinuaria, como um bom contraponto, que o déjà vu seria somente sua mente “simpatizando” com aquele momento, por motivos duvidosos. Mas o argumento fundamental desse contraponto seria dizer que não há provas que você tenha visto nós sonhos a mesma cena que viu no déjà vu, pois no déjà vu você só tem a sensação, mas não sabe quando sonhou aquilo e muito menos se lembra por que. O déjà vu é muito duvidoso, no modo mais amplo ao detalhista particular.


de Nariz de Toupeira

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Pensamentos confusos (ainda sobre o sonho)


Quadro de Vladimir Kush - "Fauna in La Mancha"


A mala está aberta meu filho pode entrar. Pegue um canivete e comece a rezar, as juras de amor são de se importar porque se morto fosse a alma da ilusão não caberia mais sermão. A toa das necessidades eu estaria se morte matada eu sobreviveria e apunhalaria com aquele mesmo canivete a serpente que via e ia. Pulei e cai varias vezes, ou seria o contrario? Só sei que retornei do mar encantado da fruta que bebi com ela. Aquela fruta sem polpa, aquela fruta recheada de álcool e ácidos que me levarão pra a exatidão que preciso para apunhalar aquela mesma mala que meu filho se escondeu, sem eu pedir. Porque ele se escondeu lá? Quem pediu? Calma, eu sonhei com isso uma vez, sonhei que as sentinelas iriam comer o que é de bom do canivete e abriria leques que só a mente de um deus pensaria. Pense ai. Eu estou no sonho e pedi para meu filho se esconder, mas na verdade fui eu quem se escondeu e perdi meu canivete. O que? O canivete? Sim, esqueci fora da mala. O canivete era da serpente, e ela usa sua ferramenta afiada e brilha, brilha, brilha o brilho do cair e então caio, transpassado e mordido pelo meu filho.


by Grande Nariz

sexta-feira, janeiro 26, 2007

SENSAÇÃO AO CAIR EM UM SONHO (Sonho causado pelo vôo de uma abelha à volta de um romã, um segundo antes de despertar- obra de Salvador Dali)


- Vejam! Eu estou caindo agora.
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Daqui dá pra ver uma paisagem branca e branda. Eu tenho a leve sensação de está voando e caindo, mas o medo ainda não bateu na porta do meu inconsciente. Eu sinto que posso viajar por diversos lugares e atravessar horizontes sem ao menos sair dali, estou parado e caindo... caindo parado... caindo parado... parado caindo...
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caindo...
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caindo.
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Paro no caminho para conversar com um conhecido meu que misteriosamente me parece mais um floco de neve, ele tem uma conversa mansa e familiar, ele me diz que estou prestes a cair. Ora bolas, que novidade diz eu, “você também está à beira desse mesmo fim” eu retrunco, mas ele termina dizendo “eu não” e então desaparece. Evapora .

Eu, outrora divino na minha realidade de sonhar, agora me reconheço como pecador. Eu ganho peso a partir do medo. O medo bate a porta. E não percebo o porquê, marcando o meu mundo com uma faca de mil dimensões, onde ele divide aquele em somente duas partes. E então pesadelo.

Caio sem parar.
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Minhas veias nervosas gelam a minha barriga flácida facilmente sujeita às agressões extras corporais. Granitos! Granitos caem e me machucam de certo modo, mas eles não intensificam a minha queda. Eu imagino agora “se alguém quiser me acordar a hora é agora!”, pura ilusão essa a minha. Os granitos juntos com a paisagem branca e mórbida formam uma imagem familiar.

Era eu, que em um sinal de respeito, de baixo para cima, aponta-me um canhão e dispara, impedindo-me de cair... Continuo voando até hoje. Me salvei literalmente.

by Grande Nariz